Por Nívea Furtado
Saber utilizar a tecnologia como ferramenta para o aprendizado, em aula, foi um dos pontos expostos para reflexão na palestra “Importância das Tecnologias Educacionais no Ensino Técnico/Tecnológico”. O debate, que ocorreu nesta quinta-feira (03/12), fez parte da programação do último dia do X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação (Connepi). Ministrada pelo coordenador Técnico Pedagógico da Gerência de Inovação e Novas Mídias da Editora FTD Educação, Carlos Seabra, o encontro levantou questões a serem pensadas no ambiente escolar.
Para o coordenador, é um desafio para a escola, docentes e discentes, inserir a tecnologia no plano pedagógico. “Um smartphone possui centenas de milhares de vezes capacidade computacional do que os computadores do Apollo IX, que levou o homem à lua, e ainda sim os professores proíbem o uso dessa ferramenta em sala de aula”, afirmou. Quando questionado sobre o aparelho celular ser um motivo de distração, disse “que o cérebro é o maior e mais poderoso fator para distrair qualquer pessoa”.
Seabra exemplificou como a utilização de ferramentas no ambiente acadêmico pode ser melhor aproveitado. “O aluno irá interagir muito mais e aprende melhor com a utilização de jogos e simuladores no ensino da disciplina”, explicou.
Um ponto discutido foi o papel formativo da instituição de ensino. Para Carlos, é um desafio ensinar a aprender, desenvolver projetos, articular-se em rede, ter prazer intelectual e trabalhar em comunidade. Encerrou falando que os grandes desafios, “com tecnologia ou não”, é aprender a aprender, motivação, curiosidade, organização, aprendizagem colaborativa, empreendedorismo cognitivo (que é aquilo que você quer aprender), pensar e fazer.
A mesa-redonda foi mediada pela coordenadora de Tecnologia Educacional da Secretaria de Estudo de Educação e Esporte, Gleice Maria de Oliveira, e contou com a participação do professor da Universidade do Acre (Ufac), Yuri Karaccas de Carvalho.






